Nosso principal desafio era melhorar a eficiência dos processos.
Mas, logo no início, percebemos que não era só uma questão de processo. O maior desafio estava nas pessoas e na cultura da empresa.
Quando começamos a falar sobre Lean, indicadores, acompanhamento de produtividade e padronização, é normal que apareça certa resistência. Algumas pessoas pensam: “Agora vão ficar controlando o meu trabalho”.
E isso é compreensível. Ninguém gosta de sentir que está sendo monitorado.
Por isso, precisávamos mostrar que a ideia não era fiscalizar ninguém nem procurar culpados. O objetivo era entender onde estavam os problemas, identificar desperdícios e encontrar maneiras melhores de trabalhar.
A principal mudança foi a forma como passamos a enxergar os nossos processos.
Começamos a olhar mais para o processo e para os desperdícios, em vez de focar apenas na pessoa que estava executando determinada atividade.
Com o tempo, os indicadores e o acompanhamento deixaram de ser vistos apenas como ferramentas de cobrança. Passamos a usá-los para identificar problemas e buscar melhorias no trabalho.
Também tivemos ganhos em organização e clareza dos processos. Conseguimos enxergar melhor os gargalos e as oportunidades de melhoria que, antes, acabavam passando despercebidos na rotina.
Mas acredito que o maior ganho foi cultural. Começamos a desenvolver uma mentalidade de melhoria contínua.
É claro que isso não acontece de uma hora para outra. É um processo de mudança, de diálogo e de convencimento. O mais importante é mostrar para as pessoas que o objetivo não é controlar o indivíduo, mas melhorar o sistema em que ele trabalha.
Eu diria que vale muito a pena, principalmente para uma empresa que esteja realmente disposta a mudar.
Contratar uma consultoria Lean e implementar algumas ferramentas é relativamente simples. O mais difícil é fazer com que as pessoas mudem a forma de pensar e de trabalhar.
Eles conseguiram adaptar a metodologia à nossa realidade e também nos ajudaram a lidar com a resistência natural das pessoas durante o processo.
Eu recomendaria a Ilummini para qualquer empresa que queira não apenas melhorar seus indicadores, mas também construir uma verdadeira cultura de melhoria contínua.
O principal aprendizado foi entender que Lean não é apenas implementar ferramentas. É uma mudança de cultura.
Você pode criar indicadores, quadros, procedimentos e reuniões. Mas, se as pessoas enxergarem tudo isso como uma forma de fiscalização, a resistência te garanto naonira acontecer!
Por outro lado, quando elas entendem que o indicador serve para mostrar um problema que precisa ser resolvido e não para apontar o dedo para alguém —, a conversa muda completamente.
Então, acredito que o grande desafio e, ao mesmo tempo, o grande resultado foi começar a mudar essa percepção: sair do “estão me monitorando” para “estamos usando essas informações para melhorar o nosso trabalho”.
Essa mudança de visão é fundamental para que o Lean realmente se mantenha dentro da empresa.